quarta-feira, 28 de maio de 2014

Em poesia

Às mães 

Tesouro sagradamente guardado
Mãe é ternura, é conforto, é perdão
É paz, é conselho, é crença, é temor
É força, coragem e proteção.

Compreender o incompreensível
Perceber muito mais que o explicado
Sofrer e sorrir, é dar sem cobrar
É estar longe e estar ao lado.

É aplaudir sem reserva o sucesso
É incentivar sem recusa o fracasso
Alimentar o sonho e o regresso.

É cumplicidade incondicional
É coração inteiro a amanhecer
É amar sem limites, afinal!


A Abril 

“Adeus bairro, até logo, embora vou”
Era uma escola inteira a cantar
Destino a Lisboa a meio mudou
Era a revolução a deflagrar.

Não vi a Capital mas compensou
À chegada os pais estavam a chorar
De Abril a alma de esquerda me ficou
Felizes lágrimas, vim a pensar.

Que tristes hoje são os nossos fados!
Há democracia sem igualdade
E um regime de pura cupidez.

Abril são os direitos conquistados
A justiça, o trabalho, a liberdade
Eu quero o Abril dos cravos outra vez!                                            Professora Graça Alves


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