quarta-feira, 24 de abril de 2019

Alunos aprendem a salvar vidas
























No período compreendido entre os dias 1 e 5 de abril, decorreram no Auditório Dr. Joaquim de Carvalho cinco sessões sobre Suporte Básico de Vida, para os alunos do 9.º ano. 
Estas sessões efetuaram-se durante a aula de Ciências Naturais e foram dinamizadas por técnicos da Cruz Vermelha Portuguesa, da delegação da Figueira da Foz. Tratou-se de mais uma atividade dinamizada pela equipa do PESES e pela Biblioteca Escolar.
João Levi, 7ºC



 





8ºF parte à descoberta de Coimbra



No dia 4 de abril, a turma F do 8.º ano, da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, em conjunto com as suas professoras de inglês e de físico-química, rumaram até à cidade de Coimbra, onde encontraram muitos dos recantos e encantos da Universidade mais antiga do país. Calcorreando o quebra-costas, chegaram à baixa da cidade, atravessaram a ponte de Santa Clara e foram até ao Parque Verde, onde se registaram momentos de partilha durante o almoço e de excelente convívio entre o grupo de alunos e entre os alunos e professoras. A tarde foi passada no Exploratório do Centro de Ciência Viva de Coimbra. Os alunos visualizaram um filme em 3D, no Hemispherium, em que acompanhados por Charles Darwin, realizaram uma viagem às Galápagos, local onde o cientista se inspirou para desenvolver a teoria sobre a origem das espécies. No final participaram numa exposição interativa, “Mechane - Homens, Máquinas e Grandes Pedras” a dar conta da arte e do engenho dos homens que legaram à história grandes obras, testemunhos eloquentes de grandes civilizações. O balanço desta iniciativa é, pois, muito positivo, podendo concluir-se que os objetivos traçados foram atingidos e que estas experiências de aprendizagem – de contacto com a realidade – são uma mais-valia para o desenvolvimento das capacidades dos nossos estudantes.




quarta-feira, 3 de abril de 2019

Joaquim de Carvalho tem campeão nos Jogos Matemáticos 2019


No dia 29 de Março decorreu o XV Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos no Pavilhão Municipal da Maia, com cerca de 1800 participantes, ao qual concorreram 6 alunos da nossa escola.
É cada vez maior a adesão dos nossos alunos a esta e outras competições, envolvendo a disciplina de Matemática, e este ano não foi exceção.
No entanto, pelas regras do campeonato, seis é o número máximo de alunos que podem representar a escola, pelo que, o Clube de Matemática tomou a seu cargo a organização de um conjunto de provas de seleção, abrangendo os diversos jogos em disputa.
Realizadas as provas, foram apurados os seguintes alunos:
No 3º ciclo: Diogo Nascimento, Joana Ferreira e Guilherme Simão, que concorreram nos jogos PRODUTO, AVANÇO e RASTROS, tendo o aluno Diogo Nascimento alcançado o 9º lugar nacional.
No ensino secundário: André Ladeiro, Xiang Guo e Filipe Gomes, que concorreram nos jogos ATARI GO, AVANÇO e PRODUTO, tendo o aluno Xiang Guo alcançado o 1º lugar nacional.

PARABÉNS A TODOS, em especial ao CAMPEÃO NACIONAL 2019, XIANG GUO !!!!
Professores: Alice Mota e Jorge Marques




Alunos da Joaquim de Carvalho apurados para os Campeonatos do Mundo do Desporto Escolar


Os nossos atletas Carolina Oliveira Fernandes e Gonçalo Gonçalves participaram no Campeonato Mundial do Desporto Escolar que teve lugar em Lisboa, tendo-se classificado em 1º lugar, nas provas de lançamento de pesos e dos 100 metros, respetivamente.
Os dois atletas ficaram, assim, apurados para a 23.ª edição do ISF Atletismo – Taça Jean Humbert, a ter lugar entre 13 e 19 de maio em Split, na Croácia.

Felicidades!





Maria Teixeira, 11ºC
Raquel Almeida, 11ºE

quarta-feira, 20 de março de 2019

Joaquim de Carvalho acolhe "Semana Arte Mulher"


No âmbito da "Semana Arte Mulher", uma iniciativa do município da Figueira da Foz, em colaboração com parceiros nacionais e internacionais, a nossa escola recebeu no dia 19 de março o projeto “Mulheres Palhaças”.

Tratou-se de uma sessão dinamizada por duas atrizes brasileiras,  Tâmara Floriano e Regiane Cunha, em que houve interação com a comunidade escolar durante um dos intervalos letivos.
A "Semana Arte Mulher",  a decorrer de 15 a 22 de março, propõe diversos eventos artísticos e culturais que incluem conferências, exposições, música e teatro, entre outras iniciativas, com temas e protagonistas ligados ao universo feminino. Todas estas iniciativas têm como objetivo a valorização da arte e da cultura lusófonas produzidas por mulheres, alertando assim para questões sociais e solidárias relacionadas com a igualdade.

Gabriela Santos, 10ºA








Joaquim de Carvalho (re)visita O ano da Morte de Ricardo Reis

12ºC nos claustros do Palácio Nacional de Mafra


Decorreu, no passado dia 13 de março, uma visita de estudo a Mafra e Lisboa, a qual envolveu cerca de cento e trinta alunos do 12º ano da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, acompanhados por sete professores.
Da visita constaram a ida ao Palácio Nacional de Mafra para assistirem ao espetáculo teatral O Ano da Morte de Ricardo Reis, levado à cena pelo grupo Éter Produção Cultural, bem como uma viagem no tempo, possibilitada pela realização do percurso literário “Lisboa, Onde o Mar se acabou e a Terra Espera”, proposto pela Fundação Saramago. Os alunos puderam, deste modo, visitar alguns espaços frequentados por Ricardo Reis, a personagem do romance saramaguiano, após ter regressado a Portugal depois da morte do seu criador, Fernando Pessoa, não sem antes terem ouvido algumas considerações sobre a vida e obra do Nobel da Literatura e a Fundação. O Martinho da Arcada, o Rossio, a Rua do Alecrim, o largo Luís de Camões, o Alto de Santa Catarina e a Brasileira foram apenas alguns dos muitos espaços que os jovens percorreram numa visita guiada de cerca de duas horas.
Oliveira de Azinhaga, junto à Fundação Saramago
Esta visita foi mais uma das atividades dinamizadas pelos docentes de Português, Ana Caetano, Heloísa Cordeiro, Ana Cristina Pereira e Manuel Coelho com vista a desenvolver a formação integral dos alunos, incutindo-lhes o gosto pela literatura portuguesa.


Miradouro de Santa Catarina


Monumento "Adamastor"


Largo Luís Vaz de Camões

Joaquim de Carvalho reencontra António Tavares


Palestra do Escrito na Semana da Leitura

António Tavares, escritor vencedor do Prémio Leya 2015 e professor na escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, proferiu, hoje, no âmbito da celebração da Semana da Leitura, uma palestra para um público constituído por três turmas de alunos do 12.º ano.
Foi com um grande à-vontade e boa disposição que o autor de O coro dos defuntos falou da construção das personagens que ficciona, da relação que mantém com as mesmas e da forma como se diverte com elas.  O romancista falou ainda do sofrimento que a escrita lhe causa, dando como exemplo um seu romance que só publicará quando conseguir reconciliar-se com ele. António Tavares leu também um excerto da sua última obra, Homens de Pó, e um conto, perante uma plateia atenta e interrogadora.
Por fim, respondeu a algumas questões colocadas pelos jovens.
Esta sessão, inserida no âmbito da Semana da Leitura, foi programada pela Biblioteca Escolar e pelo Departamento de Línguas Clássicas e Românicas.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Joaquim de Carvalho expõe "Os rostos de Jesus Cristo"


Galeria Magenta acolhe trabalhos de alunos


No passado sábado, dia 9, na Galeria Magenta, foi inaugurada a exposição «Os rostos de Jesus Cristo», resultante de uma parceria entre a Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho e esta galeria, a partir dos trabalhos realizados pelos alunos do Curso de Artes Visuais. Durante o evento, foi ainda assinado um protocolo de colaboração entre as duas instituições.
Esta exposição tem como mote a ilustração da vida de Cristo (uma ilustração é uma imagem que acompanha uma narrativa, explicando-a ou complementando a mensagem nela contida). Estas ilustrações de episódios da vida de Cristo refazem o imaginário transmitido pela imensa iconografia existente, confrontando o sagrado e o profano ou o Homem e a Santidade, pela representação de Jesus Cristo, metamorfoseado nos rostos dos alunos (cada aluno trabalhou o rosto de um amigo para o rosto de Cristo).
Os alunos do curso de Artes Visuais do 11.º ano da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, orientados pelo Professor Jorge Borges, realizaram as suas obras entre novembro e dezembro de 2018, num total de 21 ilustrações, em pastel seco sobre papel Canson, em formato A2.
Esta exposição vem na sequência de duas outras realizadas no ano passado, também com base em obras dos alunos, traduzindo um trabalho de parceria entre uma galeria de arte e a única escola que disponibiliza o Curso de Artes.








quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Ex-aluna Glória Pereira dinamiza sessão do Projeto "Engenheiras por um dia "



Na passada quinta-feira , dia 21 de fevereiro, a escola recebeu a ex-aluna Glória de Sá Pereira, que muito gentilmente acedeu ao convite para dinamizar uma Palestra no âmbito do Projeto “Engenheiras por um Dia”. A antiga presidente da Associação de Estudantes da nossa escola ingressou no Instituto Superior Técnico em 2014 e frequenta atualmente o 5º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Física Tecnológica. Ainda no secundário, participou nas Olimpíadas de Física e no Projeto Quark. Em 2017-2018 participou no Projeto Erasmus + na Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris. No verão de 2018 foi seleccionada para um estágio no CERN em Genebra. 
Nesta palestra partilhou com três turmas do 10º ano da área de Ciências e Tecnologias a sua experiência enquanto rapariga num curso superior maioritariamente frequentado por rapazes. Relatou a sua chegada à universidade e como se sentiu ao ser integrada numa turma de 31 alunos, com apenas 3 raparigas, dando exemplos de algumas situações desconfortáveis decorrentes deste facto. Deu ainda informações relevantes sobre a vida universitária.
Foram muitas as perguntas colocadas pelos alunos e alunas presentes nesta sessão e que se prenderam com as disciplinas do curso, as saídas profissionais, o sistema de avaliação, o comportamento adequado nas aulas, a postura dos professores universitários e o número de horas de estudo necessárias. Foi ainda mencionado que, ao contrário do que acontece no secundário, não se é conhecido pelo nome, mas sim por um número, pois num anfiteatro chegam a estar 300 estudantes. Apesar disso, os professores possuem horas para esclarecer eventuais dúvidas dos alunos.
A nossa ex-aluna Glória apresentou ainda o seu tema de mestrado, neutrinos, num vídeo intitulado “The impact of eletric field distortion on CP-violation studies”.
Tratou-se de um momento bastante esclarecedor e enriquecedor, baseado na partilha de experiências e na desconstrução de estereótipos.






Bernardo Francisco,  10ºE

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Sinal entrevista Daniel Azenha, o novo presidente da AAC



Nome completo: Daniel José Conceição Azenha
Data de nascimento: 10/03/1995
Naturalidade: portuguesa (nasceu no Luxemburgo)
Curso que frequenta: Geografia humana, Ordenamento e Planeamento do Território; está a preparar a tese do mestrado
Filme preferido: Amigos improváveis
Animal de estimação: cão
Passatempos: jogar futebol (agora menos)
Um sonho: ser feliz
Futura profissão: ser um geógrafo de sucesso

Sinal – Sempre te interessaste pela liderança académica? De onde vem esse gosto?
Daniel Azenha – Vou ser muito sincero, a resposta é não. Quando cheguei à Universidade, o que queria era aproveitar tudo o que esta tinha para me dar. Ter boas notas e ir às aulas é muito importante, mas a AAC tem muitas coisas para nos oferecer: o desporto, a cultura (há 26 secções desportivas e 14 culturais) e ainda 26 núcleos de estudantes. Comecei por entrar numa lista, como colaborador, essa lista ganhou e estive envolvido em várias tarefas. A primeira, que nunca mais esquecerei, foi estar num arraial social a angariar fundos para as residências, a servir finos e pão. No meu segundo ano, fui convidado para a receção ao caloiro e para integrar o núcleo de estudantes da Faculdade de Letras. Foi tudo muito simples e muito natural: fui trabalhando, fui aprendendo mais e fui sendo convidado. Por isso, a resposta é não. No último ano, obviamente, fui sonhando com a presidência. Fui vice durante dois anos e neste último ano sabia que podia ter essa oportunidade. A verdade é que entrei para a Universidade com um espírito super aberto, com vontade de aprender e de contactar com muitas pessoas.

S. – Como te sentiste quando foste eleito?
D. A. – Muito feliz! Foi uma eleição difícil, disputada por dois candidatos. Quando vencemos foi algo de extraordinário. Na primeira volta, votaram 9 mil estudantes num universo de cerca de 14 mil. Geralmente votam cinco, seis mil no máximo.

S. – Que projetos pretendes concretizar durante o teu mandato?
D. A. –Foi o que expliquei há pouco. A AAC é composta essencialmente pelas secções desportivas, culturais e pelos nossos núcleos de estudantes, cada um com a sua própria direcção. Obviamente, nós somos a entidade máxima, a direção geral. Temos vários projetos. A associação tem trabalhado muito na integração dos estudantes no ensino superior. Interessa não só o momento em que já estamos no ensino superior mas também o pré-universitário. É importante que o estudante conheça os constrangimentos financeiros, que saiba se a ação social lhe permitirá manter-se. Não sei se têm a noção de que há muitos colegas que, infelizmente, ainda abandonam o ensino superior. Por outro lado, há também muitos outros que não frequentam o ensino superior devido às barreiras sociais, nomeadamente as propinas. Também estamos, naturalmente, preocupados com a área pedagógica. Como sabem, o processo de Bolonha veio mudar o ensino superior, mas só teoricamente é que deixámos de ter um ensino centrado no docente e começámos a ter um ensino centrado no estudante. Nós temos de ter em conta cada estudante, olhar para ele e ver quem é, para orientar o seu próprio estudo. Temos ainda outras sugestões, nomeadamente a internacionalização, por exemplo, o programa Erasmus. Continua a ser um programa muito elitista, porque é caríssimo. Temos ainda a questão do pós-universitário. Se existem muitas dificuldades em entrar e permanecer no ensino superior, há a preocupação com a entrada do recém-licenciado no mercado de trabalho. Não basta termos um emprego! É importante garantir uma carreira, e estabilidade. A nível cultural, temos muitas secções, somos um agente cultural. Mas sentimos por vezes que não conseguimos chegar ao estudante e à comunidade. Perdeu-se o hábito de estar próximo da Associação Académica de Coimbra. Se somos um agente cultural temos de agir como tal. Todo o estudante, todo o habitante da cidade de Coimbra tem de ter a noção das actividades culturais que a A.A.C. desenvolve, portanto é essencial que haja uma agenda cultural. Temos também a questão desportiva, somos um clube. Temos uma equipa de futebol, de andebol, de basquete… Além disso, há também o desporto universitário. Infelizmente, há ainda um grande desconhecimento das nossas secções. Muitos estudantes acabam por passar por Coimbra sem saber que podem praticar desporto. Recebemos, recentemente, os campeonatos europeus que envolveram quatro mil atletas. Queremos ser a capital do desporto universitário. Se os últimos quatro anos foram a preparação dos jogos universitários e recebemos 4 mil atletas da Europa toda, é muito importante dar continuidade a este trabalho. Estes são os nossos principais objetivos.
Em suma, somos um agente político, cultural e desportivo. A área política está centrada em três pilares, o pré, o percurso e o pós-universitário. O aspeto cultural é para nós importantíssimo e deve haver um plano desportivo.


S. – Qual a tua opinião sobre as praxes académicas?
D. A. –Eu vou dar a minha opinião pessoal. Obviamente, sou presidente de todos os estudantes, dos que fazem parte das praxes e dos que não concordam com elas. A associação representa todos os estudantes da universidade de Coimbra. Eu fui praxado, praxei e, sobretudo, fiz grandes amigos na praxe. Quando são bem-feitas, não há motivo para acabar com as praxes, mas é preciso saber fazê-las. A título de exemplo, na praxe de Coimbra, não se misturam rapazes com raparigas. Também não se pode mandar deitar no chão, rastejar, etc. Há um cuidado imenso em relação à praxe. Eu fiz os meus melhores amigos na praxe. É muito importante quando os alunos chegam a Coimbra integrarem-se e o primeiro contacto com os outros é, precisamente, através da praxe. Somos obrigados a estar com as pessoas e isso desbloqueia-nos. Uma praxe que costumamos fazer é juntarmo-nos e abraçar os turistas. Eles adoram e não há problema nenhum. Por isso, é preciso saber fazer boas praxes.

S. – E em relação a alguns excessos que se cometem durante a festa académica e o cortejo?
D. A. –De facto, aquilo não é a cultura de Coimbra. Foi algo que se foi avolumando. É uma festa e cometem-se exageros, muitos, e isto também é um conselho para os mais novos: pode passar-se por Coimbra, viver muito, mas dentro dos limites. Não somos a capital das festas. Em Lisboa, também há muitas festas, mas as faculdades estão mais dispersas. Aqui, como os polos estão muito próximos, encontramo-nos todos na Praça da República. Em todo o lado, há consumos e excessos!

S. – O que é possível fazer para melhorar a qualidade de vida do estudante universitário?
D. A. –Essa é uma pergunta para um milhão de euros! Há muito ainda para fazer. Falei-vos há pouco das condições financeiras. Entrar no ensino universitário é muito caro. A associação luta há 25 anos contra as propinas, que são uma barreira social. Ainda estamos muito longe do que deve ser uma ação social forte. A educação é um direito de todos. Muitos jovens não prosseguem os estudos por causa das propinas. Há, também, a questão das bolsas, que ainda não abrangem muitos alunos. Um outro problema reside no número insuficiente de residências universitárias que, aliás, apresentam muito pouca qualidade. Para além disso, assistimos ao encarecimento do alojamento para o estudante, em Lisboa, no Porto e em Coimbra. É urgente delinear um plano de reabilitação para a nossa cidade que pode passar pela reabilitação da Alta. Os estudantes são vigilantes naturais. Se houver uma reabilitação urbana, diminuímos drasticamente a criminalidade, há mais comércio e um maior desenvolvimento. No fundo, conseguimos inverter uma tendência negativa. A Associação está disposta a ajudar.

S. – E qual é o papel das tradicionais repúblicas?
D. A. –Os edifícios estão degradados, pois são casas arrendadas, onde não são feitas obras há muito tempo. Custa-me vê-las neste estado, porque fazem parte da história de Coimbra. Vamos comemorar os 50 anos da crise académica e as repúblicas tiveram um peso importantíssimo naquilo que foi um bocadinho a história da nossa democracia. Vamos ter de nos debruçar sobre este aspeto.

O que te leva a defender a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura?
D. A. –Coimbra é a cidade do estudante, ora, não ter na sua candidatura o apoio do estudante não faz sentido. Por isso, na minha tomada de posse, pedi que a Associação fizesse parte desta candidatura. Já fomos contactados pela Câmara e estamos disponíveis para a apoiar. 

Consideras que os estudantes participam ativamente na vida política do país?
D. A. –Sim, claro que sim. Falámos já nos 9 mil estudantes que votaram. Falámos também há pouco de Bolonha e na transformação dos cursos. Antigamente, permanecia-se mais tempo na universidade e havia tempo para atividades extracurriculares. Atualmente, com a crise e a dificuldade de entrada no mercado de trabalho, os estudantes acabam por querer passar menos tempo na própria universidade e entrar rapidamente no mercado de trabalho. Acabam por ter menos tempo para a prática desportiva, para atividades culturais e até mesmo para a prática política. Não acho que estejam desinteressados, simplesmente estão preocupados e acabam por desligar um bocadinho.  A verdade é que quando são chamados à responsabilidade, sempre que há um momento de decisão importante, os estudantes aparecem.

S. – Sabemos que foste aluno da nossa escola. Durante quantos anos? Que recordações guardas desse tempo?
D. A. –Fui aluno da escola durante seis anos. Tenho muitas recordações dos amigos, dos funcionários, dos próprios professores (isto não é graxa, é mesmo a sério!). Tivemos sempre bons professores, acompanharam-nos bastante. Dos espaços… Há pouco, quando estava a entrar na escola, senti uma emoção. É mesmo bonito voltar aqui e recordar. Como vivo em Quiaios, na Murtinheira, passei muito tempo na escola e levo sobretudo daqui grandes amizades.

S. – Podes deixar uma mensagem para os alunos da Escola Dr. Joaquim de Carvalho?
D. A. –Que se sintam muito orgulhosos da escola que têm. A mim, enquanto estudante, ajudou-me bastante. Nota-se claramente que os estudantes que saem da Joaquim de Carvalho são muito bons, bem preparados e quero desejar-vos as maiores felicidades. A Associação Académica de Coimbra está disponível para vos ajudar no que precisarem e eu também. Tenho muito gosto em vos receber em Coimbra. Deixo-vos uma sugestão: podem realizar uma feira de cursos, aqui na escola. Os estudantes vêm à escola, falam convosco, trazem “flyers”, explicam-vos os cursos, falam-vos sobre as dificuldades, esclarecem-vos sobre o alojamento, etc.

Laura Santos, 7ºD
João Levi, 7ºC
Joana Ferreira, 8ºC
Gabriela Santos, 10ºA
Maria Inês Sousa, 10ºA
Mafalda Mateus, 10ºD


Camões, Lisboa e o décimo ano

Os alunos do décimo ano da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho deslocaram-se a Lisboa, no passado dia 25 de fevereiro, para assistirem a um espetáculo teatral no Mosteiro dos Jerónimos.
Repartidos por dois grupos de cento e onze alunos cada, além do espetáculo Os Lusíadas, a cargo da Éter Produções, os jovens puderam ainda assistir à reconstituição histórica da cidade de Lisboa, desde o tempo dos Fenícios até aos nossos dias, no Lisboa Story Centre. Enquanto aguardavam o momento de entrar, subiram ao topo do Arco da Rua Augusta de onde puderam contemplar a magnífica vista sobre a cidade alfacinha.
 A visita foi programada no âmbito da disciplina de Português pelas docentes Ana Caetano, Heloísa Cordeiro e Margarida Bessone. A acompanhar os alunos estiveram ainda dez docentes.
Esta é mais uma das atividades extracurriculares que visam ampliar os conhecimentos dos jovens, proporcionando-lhes o contacto com a sua história e a sua cultura,um trabalho que só é possível graças à colaboração e empenho dos professores.
  Raquel Almeida, 11ºE   
              David  Costa, 11ºE  
     Gabriela Santos, 10ºA
                                                                                                                                               Laura Santos, 7ºD




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

HOMENS DE PÓ, o quarto romance de António Tavares



Decorreu no dia 14 de fevereiro, pelas 18 horas, no anfiteatro do Museu Municipal Santos Rocha, a apresentação e lançamento de Homens de pó, o quarto romance do escritor, e Professor desta Escola, António Tavares.
Além do autor, a sessão contou com a presença de João Ataíde, presidente da câmara da nossa cidade, que proferiu palavras elogiosas sobre o autor e ex vice-presidente da câmara. Contou igualmente com a presença da editora Maria do Rosário Pedreira, que acompanha António Tavares desde a sua primeira publicação e enalteceu a capacidade de escrita do autor. A apresentação da obra Homens de pó coube a Abílio Hernandez, ilustre professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra , perante uma plateia rendida à escrita do romancista. 
No final, António Tavares dirigiu-se à assistência, leitores, amigos, colegas e alunos, agradecendo a presença de todos e explicando um pouco do contexto da produção de Homens de pó que traz para o papel a vida do dia-a-dia de uma África, frequentada pelo próprio autor, no período colonialista do verão de 1975 de um País à beira de uma guerra civil. Passa para as letras escritas o império de Quinhentos marcado pela independência das colónias e o êxodo de centenas de milhares de pessoas para Portugal. 
                                                                                    
                                                                                                                                         




Raquel Almeida, 11ºE
David Costa, 11ºE
Gabriela Santos, 10ºA
Bruna Frederico,11ºE 
 Laura Santos, 7ºD 
Ana Marta Melanda, 11ºE


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

“XX e 3” o retrato, as dimensões dos desenhos e os movimentos artísticos do século XX

Está patente, no átrio da escola, uma exposição de trabalhos concebidos pelos alunos do curso de artes do 12ºE, no âmbito do projeto PES.
Trata-se de três desenhos em três folhas de formatos standard, A2, A3 e A4, em técnicas diferentes e recorrendo aos princípios estéticos de três movimentos artísticos do séc. XX, entre os quais, o Expressionismo, o Cubismo, o Fauvismo, o Futurismo, o Surrealismo, o Informalismo, o Pop Art e o Op Art.
Nestes desenhos figuram um retrato de uma pessoa amiga/familiar, um retrato de uma celebridade/figura pública e um autorretrato, tendo o autor dos mesmos decidido o formato da representação a usar.
Não deixe de ver!











Gabriela Santos, 10º A
Laura Santos, 7ºD
Marta Morais, 7ºC