quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Entrevista a António Tavares, vencedor do Prémio Leya 2015


Recebida a notícia de que o Prémio Leya tinha sido entregue a António Tavares, o Clube de Jornalismo da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho deslocou-se à Câmara Municipal da Figueira da Foz, onde conversou com o prestigiado autor.

Agora que romance O Coro dos Defuntos foi colocado nas bancas, deixamos aqui a entrevista para deleite dos nossos leitores.


Sinal: Sempre teve o “bichinho” da escrita? Com que idade é que isso se tornou mais sério?
António Tavares: Sim, sempre. (Risos). Tornou-se sério recentemente.

Sinal: Onde encontra inspiração para os seus livros?
António Tavares: Em tudo à minha volta, nas coisas que vou vendo, lendo. Não se pode escrever se não se ler. É preciso escutar o mundo, as conversas, as pessoas. Por exemplo, gosto muito de andar nos transportes públicos pois às vezes ouvem-se boas conversas que podem servir de matéria para projetos/livros futuros. As pessoas vão contando histórias. Também a ler se pode encontrar inspiração.

Sinal: Qual é a sensação de ganhar um prémio desta importância?
António Tavares: É compensadora. Nós, quando escrevemos, queremos agradar às pessoas. E
quando recebi o prémio, senti que tinha realmente agradado ao júri. Significa que houve pessoas credenciadas que gostaram, e esse reconhecimento é muito importante. Mas o melhor reconhecimento é o dos leitores.
Fui finalista deste prémio em 2013 e não tencionava concorrer a mais nenhum. Mas entretanto escrevi logo outro livro, enviei-o e tive uma menção honrosa. Escrevi este terceiro romance, mas não era para concorrer ao prémio. Dei-o a ler a uma pessoa amiga, que achou que tinha saído bem, eu também achei, e então enviei-o. Também porque tem o dinheiro associado. Resultou.

Sinal: O livro intitula-se O Coro dos Defuntos . Porquê este título?

António Tavares: A história retrata a forma como vivem as pessoas numa pequena aldeia do interior e a forma como vão interpretando o mundo à sua volta; decorre entre os anos de 1968 e 1974. A acção termina no dia 25 de abril de 1974. Estas pessoas, este grupo de aldeãos, não se destacam umas das outras, funcionam com se fossem um coro e fazem parte de um determinado tipo de vida que vai acabar com o 25 de Abril. Este acontecimento acaba com o seu isolamento. Depois vou ficcionando a história. Há um homem que foge e que se refugia dentro de um rochedo. As pessoas acreditavam nisto, acreditavam em tudo, não tinham instrução. Por isso, chamei-lhes defuntos, porque eram pessoas mortas para o mundo, com quem ninguém se importava. Serviam-se das suas próprias referências que tinham mais a ver com a natureza.

Sinal: De onde surgiu a ideia para este livro?
António Tavares: Foram histórias que ouvi, que tinham muita graça e que podiam ser ficcionadas. Conheço uma pessoa que viveu numa aldeia assim e que me contava histórias de lá. Pensei que se fosse ”cosendo” essas histórias, podia construir o romance.

Sinal: Apresente-nos uma boa razão para os mais jovens lerem o seu livro.
António Tavares: Uma boa razão é que o livro tem uma ironia muito grande. O meu primeiro romance foi um romance que eu quis que tivesse ternura, agora pensei que tinha que ter ironia. Eu próprio confesso ter tido grandes ataques de riso enquanto escrevia e acho que as pessoas também se vão rir.

Sinal: É vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz? Como consegue conciliar este


cargo com a escrita?

António Tavares: Pois, isso é um problema. Para este livro tive de me levantar durante muito tempo às cinco da manhã e sentava-me na secretária a escrever. Foi escrito no Inverno e eu tinha de me embrulhar numa manta. Escrevia entre as cinco e as oito e meia. Quando saio das minhas ocupações já estou muito cansado.

Sinal: Qual foi o livro que mais prazer lhe deu a escrever?
António Tavares: Escrevi 3 romances, mas o que me deu mais prazer foi o primeiro, porque pensei que, como tinha sido leitor a vida toda, tinha chegado a hora de escrever um romance e quis fazer uma homenagem à literatura. Por isso, fui à minha biblioteca buscar os livros que me marcaram e os meus caderninhos onde registo as minhas notas sempre que estou a ler um livro e onde colo recortes e comecei a escrever. É a história de um rapaz que está a crescer e compara tudo com um mundo paralelo, que é o dos livros que leu. Foi um livro que me encantou ter escrito. É também autobiográfico.

Sinal: Como ocupa os seus tempos livres?
António Tavares: Eu depois não tenho tempos livres. Também não tenho tempo para fazer exercício físico. Devia, mas não consigo. O meu médico diz-me que devo fazer exercício físico, mas não consigo. Não vejo televisão e assim poupo imenso tempo. Quando, por vezes, depois de jantar vejo televisão, tenho a sensação de não ter feito nada
.

Sinal: Encara os livros que escreve como um passatempo?
António Tavares: É. É um passatempo. Tenho de ter uma rotina. Escrever é um ato isolado, temos de estar sozinhos. Tem de ser uma coisa de que gostamos muito. É um ato de solidão, um passatempo que nos dá prazer.

Sinal: Tem mais algum projeto na forja?
António Tavares: Tenho, tinha um romance que estava a meio, mas acho que não vou conseguir escrevê-lo. A história tem a ver com um homem que vai numa caminhada e chega a uma aldeia chamada Termini. A minha “pen” avariou-se, perdi o meu caderninho de notas onde guardava o resultado das minhas pesquisas e a história estava em Termini, por isso (Ri) … são demasiados indícios!

Sinal: Prefere escrever em papel ou no computador?
António Tavares: Escrevo no computador. Gosto de desenhar as letras, mas o computador tem outras vantagens, voltar atrás, apagar…

Sinal: Contavam-lhe muitas histórias quando era criança?
António Tavares: Contavam muitas histórias, mas mais do que isso, eu ouvia muitas histórias. É fundamental tê-las lido ou ouvido de alguém.

Sinal: Que mensagem deixaria aos nossos leitores?
António Tavares: Leiam. Leiam tudo. Ler é um fascínio.

Raquel Almeida, 8ºC
André Amaro, 8ºC
Henrique Louro, 8ºC
Tomás Canas, 8ºC
Tiago Gomes, 8ºC
Afonso Pereira, 8ºD
Diogo Nogueira, 8ºD
Guilherme Marques, 10ºF

Hoje é dia de São Martinho





Hoje é dia de São Martinho. Esta é uma das celebrações que marcam o outono e celebra-se tradicionalmente com um magusto. Além das castanhas, costuma beber-se o vinho novo, produzido com a colheita do verão anterior ou ainda a famosa jeropiga. Celebrada anualmente a 11 de novembro, esta comemoração assenta na lenda de São Martinho. Certo dia, este soldado romano estava a caminho da sua terra natal, quando foi surpreendido por um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Rasgou, então, a sua capa em duas partes, dando uma ao mendigo. De repente, o frio parou e o tempo aqueceu. Acredita-se que tenha sido esta a recompensa pelo seu ato de generosidade.
Tal como diz o ditado: em dia de São Martinho, faz magusto e prova o teu vinho... 



André Amaro, 8ºC  nº3
Raquel Almeida, 8ºC  nº2

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Celbi e as suas "Memórias Futuras"



Está patente no átrio da  nossa escola  a exposição "Memórias Futuras", comemorativa dos 50 anos de existência da Celbi. 
Os visitantes podem admirar algumas máquinas antigas. 
Nos dias de hoje, a Celbi produz cerca de 700 mil toneladas de pasta por ano e nos últimos anos foram investidos mais de 450 milhões de euros. 
Hoje em dia, a Celbi é uma das unidades mais modernas, tecnologicamente actualizada e uma das mais eficientes no mundo da produção de pasta branqueada de eucalipto.






Artur Cardoso 8ºC
Guilherme Marques 10ºF

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

António Tavares vence Prémio Leya



    António Tavares  recebeu, na passada terça-feira, o  Prémio Leya 2015, pelo romance O Coro dos Defuntos
       Já, em 2013, o autor figueirense havia ficado entre os finalistas.
    Desta vez, o júri rendeu-se ao talento deste escritor que, além de professor do ensino secundário na nossa Escola, desempenha atualmente as funções de vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. 
    Este prémio é tão somente o galardão de maior valor pecuniário - 100 mil euros - para romances inéditos em literatura de expressão portuguesa.
    O Sinal felicita o professor / escritor António Tavares e formula votos para que este prémio o inspire a novos textos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Dia do Diploma





Decorreu, no dia 2 de outubro, pelas 18 horas, no CAE da Figueira da Foz, a cerimónia de entrega de diplomas aos alunos que concluíram o ensino secundário. Foram também entregues os prémios de mérito aos alunos dos Quadros de Valor (alunos com média de 4,5 e os 4,9 no 3º ciclo e de 16 e 17,9 valores no secundário) e aos dos Quadros de Excelência (alunos com média de 5 no 3º ciclo e igual ou superior a 18 valores no secundário).
O discurso de abertura coube ao Presidente do Conselho Geral, Dr. João Santos, seguindo-se as intervenções do Diretor da Escola, Dr. Carlos Santos e do Vereador da Educação, Dr. António Tavares. Integraram ainda a mesa, o Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola, Dr. Rascão Marques e a Presidente da Associação de Alunos, Rita Silva.
Os alunos foram chamados ao palco pela Vice-diretora da Escola, Dra. Isabel Martinho. No total, receberam o diploma de 12º ano mais de 200 alunos. Já em relação aos prémios de mérito (valor e excelência) o número ascendeu a 220, resultado de que muito orgulha toda a comunidade escolar. Foram ainda distinguidas as duas melhores alunas do 12º ano: do ensino regular, Ana Isabel Romeiro, que terminou o curso de Ciências e Tecnologias com média de 20 valores, e do ensino profissional Diana Isabel Bento, que concluiu o Curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão, com 17 valores.
A cerimónia contou com a participação de um elevado número de alunos, pais e professores. Mais uma vez, foram muitos os aplausos e calorosas as palavras de incentivo dirigidas aos nossos jovens.

 Da esquerda para a direita:  Dr. Rascão Marques, Dr. António Tavares,   Dr. João Santos, Dr. Carlos Santos e Rita Silva
Quadro de Valor e  Excelência  do 7º ano
Quadro de Valor e  Excelência  do 8º ano




















Quadro de Valor e  Excelência  do 9º ano



Quadro de Valor e  Excelência  do 10º ano


Quadro de Valor e  Excelência   do 11º ano


Quadro de Valor e  Excelência  do 12º ano







Diana Isabel Bento

Afonso Pereira, 8ºD
Diogo Nogueira, 8ºD


Joaquim de Carvalho homenageia Ramalho Ortigão


 
Concurso literário “Farpíadas”

Este ano, a 26 de setembro, completa-se um século sobre a morte do escritor Ramalho Ortigão e, como forma de evocar e homenagear o (por vezes, esquecido) autor de “As Farpas”, o Departamento de Línguas Clássicas e Românicas da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho organizou um concurso que intitulou de “Farpíadas”, destinado aos alunos do ensino secundário do nosso concelho, que contou com o patrocínio da Câmara Municipal.
Os concorrentes escreveram as suas “farpas” dirigidas, como é óbvio, à nossa atualidade.
O júri, constituído por um grupo multidisciplinar de professores da escola promotora do concurso, atribuiu duas menções honrosas às concorrentes: Maria Beatriz Duque Fernandes, da Escola Dra. Cristina Torres e Joana Maria Paiva Rebola, da Escola Dr. Joaquim de Carvalho.
Lembremos que Ramalho Ortigão era um reconhecido admirador da beleza da nossa cidade, escrevendo sobre ela “Batida do grande mar, tendo à direita a bonançosa baía de Buarcos e à esquerda os rochedos em que assenta o castelo de Santa Catarina, que defende a foz do Mondego, a vila da Figueira oferece aos banhistas incomparáveis condições.”



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dia Mundial da Música



Amanhã, 1 de outubro, celebra-se o dia Mundial da Música. 
Música, uma companhia mágica,
uma arte que nos fascina e encanta.

Um dia a comemorar!