quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

 No dia 3 de dezembro comemora-se o Dia Internacional Da Pessoa com Deficiência.
Esta data comemora-se desde 1998, ano em que a ONU avançou com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência.

A data tem como principal objetivo a motivação para uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência e a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar destas pessoas.
Cada ano, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, tem um tema específico, que pauta as atividades e eventos deste dia.
A realização de concursos é um exemplo de atividades levadas a cabo neste dia, com o fim de consciencializar a população da importância da integração das pessoas portadoras de deficiência na sociedade.





 Paulo Amorim Nº17 7ºA


EPIS entrega bolsa à Joaquim de Carvalho

Exibindo Bolsas 4.jpg
A Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho esteve presente, na pessoa do seu Diretor, na cerimónia de entrega das Bolsas Sociais EPIS 2014/2017, que decorreu no passado dia 24 de novembro, no Museu da Eletricidade, em Lisboa, para receber uma bolsa social atribuída a um aluno do ensino secundário (10ºano) que dela beneficiará ao longo de três anos.
O diploma da bolsa foi entregue pelo Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, Dr. João Casanova, ao Diretor da Escola Joaquim de Carvalho, Dr. Carlos Santos e ao respetivo aluno.

Exibindo bolsa EPIS.jpgEsta bolsa resulta de uma candidatura da Escola às Bolsas EPIS, que teve por base, além de boas práticas contra o abandono e insucesso escolares, essencialmente o facto de a Escola disponibilizar um serviço de apoio aos alunos, em regime aberto, constituído por uma equipa multidisciplinar, na Biblioteca Escolar, pensado preferencialmente para os alunos em situação de deficiente acompanhamento familiar e frequentado por uma média de 112 alunos por dia.
A Associação EPIS – Empresários Pela Inclusão Social - foi criada em 2006 por empresários e gestores portugueses, na sequência de uma convocatória à sociedade civil feita pelo Presidente da República. Deste modo, a EPIS escolheu a Educação como forma de concretização da sua missão principal de promoção da inclusão social em Portugal.
Desde 2011 que a EPIS lançou um programa de bolsas sociais para premiar boas práticas de inclusão social, um sinal adicional de estímulo e de apoio a escolas que tenham uma estratégia eficaz de promoção da inclusão social de jovens em risco de insucesso ou de abandono. O programa de bolsas sociais EPIS, desta 4ª edição de 2014, representa um investimento global de 27.600€.
Entre as 5 categorias de bolsas a atribuir, a Escola inclui-se na categoria 1, destinada a distinguir boas práticas organizativas de inclusão social em escolas do Continente, Açores e Madeira, com Ensino Secundário ou com cursos profissionais de nível de qualificação equivalente. Foram premiadas 4 escolas, com bolsas de 400€, durante 3 anos, destinadas a apoiar alunos do ensino secundário ou equivalente em 2014/2015 e suas famílias.


Por onde andam os nossos antigos alunos...


Pedro Miguel encontra-se a frequentar o curso de Dietética e Nutrição na ESTeSL, Lisboa. Aqui fica a conversa que tivemos com ele.

Como foi a integração?
 A integração foi fácil, fui para Lisboa uma semana antes de começar as aulas o que me fez adquirir uma certa experiência nos transportes, nomeadamente metro ou comboio.
Como tenho cá familiares facilitou economicamente por não ter de pagar renda, o que foi um grande alívio para o meu pai. Apesar de estar com familiares, é como se vivesse sozinho. Trato da minha comida, compras, etc…

Como são as aulas? Qual a diferença entre as aulas do secundário e aulas da universidade?
 As aulas são bastante diferentes! Primeiro, dá-se uma quantidade significativa de matéria no espaço de 1h30 ou 2h ou 3h. Segundo, a relação aluno-professor é mais aberta, ou seja, nota-se um certo companheirismo não esquecendo o estatuto que cada um tem na sala de aula. E não há nada de “stor” é tudo por “professor”. 
Foram praxados? Qual a vossa opinião acerca das praxes?
Fui praxado e a minha praxe continuará ao longo do ano. A praxe não é o bicho de sete-cabeças que a comunicação social divulga, é a melhor maneira de se ser integrado quer no curso, quer pelos outros cursos.
No primeiro dia de praxe, cheguei e procurei por um grupo com uma faixa “Dietética e Nutrição”. Lá encontrei e a primeira coisa que me mandaram fazer foi olhar para o chão, pois há uma certa hierarquia que tem e deve ser respeitada. No início a praxe foi dura, acordava no dia seguinte com dores de ter enchido, porém ao longo do tempo passou a ser mais jogos.
Praxe não é má, é uma forma de conhecer as pessoas do teu curso, mais velhas e do mesmo ano, assim como se forma um espírito de camaradagem. De um por todos e todos por um.  
                                                                                                                                    Afonso Pereira, 7ºD

                                                                                                                                                                               Alexandre Hing, 7ºD 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Por onde andam os nossos antigos alunos...


Catarina Fernandes encontra-se a frequentar o curso de Enfermagem na Universidade de Coimbra. Aqui fica a conversa que tivemos com ela.
Como foi a integração?

Catarina Fernandes
Uma vez que o meu curso abrange um largo número de estudantes (somos cerca de 350 caloiros), a integração foi, de certo modo, facilitada, sendo que tivemos a oportunidade de usufruir de 3 dias dedicados ao mesmo. A sensação de estarmos perdidos era bem visível em cada um de nós, o que seria bastante normal, visto que tínhamos acabado de entrar num mundo novo, totalmente desconhecido para a maioria. Todos procuravam fazer novas amizades, estabelecer contacto com caras novas, mas os professores bem como os alunos de anos superiores (designados por “doutores”) estavam lá para nos ajudar e tratar de garantir que a integração tivesse sucesso! Relativamente à integração na cidade, não estava habituada a frequentar transportes públicos todos os dias, mas é tudo uma questão de adaptação. O mais difícil para mim reside nas saudades da família… Embora partilhe casa com amigas, sinto bastantes saudades dos meus papás e da minha irmã!

Como são as aulas? Qual a diferença entre as aulas do secundário e aulas da universidade?

A diferença entre as aulas do secundário e da universidade é bastante evidente. O afeto e carinho estabelecidos com os professores do secundário, não tem lugar na universidade. As aulas são preenchidas por um grande número de alunos e cada um de nós é “só mais um”. As aulas são lecionadas em anfiteatros a um grande ritmo, o que nos dificulta na questão dos apontamentos (alguns desistem, e limitam-se a ouvir). As teórico-práticas já são com um número mais reduzido de alunos, algumas realizadas em salas de aula e outras em laboratório. Nas práticas laboratoriais, somos “postos à prova”. Somos dirigidos por uma enfermeira responsável por nos ensinar todos os procedimentos, onde treinamos com os nossos pacientes, que são bonecos! (Sinto saudades das aulas do secundário, aproveitem ao máximo enquanto ainda têm oportunidade!!)

Foram praxados? Qual a vossa opinião acerca das praxes?

Isso é uma questão que não se coloca no meu curso! Fomos praxados, durante umas longas semanas! Nos dias de integração, fomos alertados para o facto de que as piores praxes centravam-se no curso de enfermagem e, por esse motivo, fui com um certo receio para as primeiras…
No entanto, não passam de algumas brincadeiras que visam a integração dos caloiros. Algumas foram passadas na lama (nem sei como sobrevivi!), mas todas repletas de atividades umas mais engraçadas que outras. É uma ótima ocasião para fazer novas amizades, mas ninguém é obrigado a frequentar as praxes e só precisamos de respeitar e aceitar as opiniões dos outros.
A entrada num mundo universitário é, sem sombra de dúvidas, diferente. Desfrutem ao máximo do tempo que ainda têm na Joaquim de Carvalho! Desejo um ótimo trabalho a toda a equipa do Jornal Sinal!
Afonso Pereira, 7ºD
Daniela Costa, 7ºA