quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

CLUBE DE SAÚDE Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho



 







Integrado no Projeto PESES, irá funcionar o Clube de Saúde com o seguinte horário:  


4ªs feiras - das 14:45h às 15:30h

Local - Gabinete de Informação e Apoio ao Aluno (GUIAA-TE) sala PG3, 2º andar

O Clube é dinamizado pela Dra. Helena Cardoso, Médica, e pelas Enfermeiras Fátima Filipe e Fátima Claro, da UCC Farol do Mondego (Centro de Saúde da Figueira da Foz), e tem por finalidade formar alunos  para intervirem junto dos seus pares.

Funcionará durante o presente ano letivo com início a 20 de novembro.
A tua participação no Clube irá dotar-te de competências na área da saúde que poderão ser úteis nos teus projetos de vida.

Aos alunos participantes será passado, no final do ano letivo, um certificado da respetiva formação que é uma mais-valia para o teu currículo escolar. 
 
INSCREVE-TE!!!!!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Rota das Bibliotecas- visita à Biblioteca Joanina


No passado dia 30 de outubro, a turma de Línguas e Humanidades e uma das turmas de Ciências e Tecnologias do 10º ano da nossa escola realizaram uma visita de estudo à Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.
A viagem começou com animação até à sede do nosso distrito e, antes de visitarmos a tão bela Biblioteca Joanina, fomos dar uma “espreitadela” à tão conhecida Sé Velha.
A Sé Velha, de estilo arquitetónico predominantemente românico, é uma das mais antigas sés e é anterior à nacionalidade. Na sua escadaria os enamorados estudantes fazem as serenatas durante a Queima das Fitas.
Já com a ponta do pé na Universidade de Coimbra, descobrimos que esta foi mandada construir por D. Dinis e que foi D. João III que estendeu o ensino superior de Lisboa para Coimbra.
A Universidade de Coimbra é a mais emblemática universidade de Portugal, não só pelas próprias faculdades, como também devido a todas as tradições e histórias que estão ligadas à mesma.
D. João V foi o rei que mandou construir a Biblioteca Joanina, daí o seu nome. Esta foi mandada construir devido ao crescimento da universidade.
Abrindo a imensa porta da Biblioteca Joanina, pudemos confirmar a beleza de que tanto falam: mobiliário revestido a ouro, prateleiras altas cheias de livros e de conhecimentos e um cheiro inconfundível de descobertas e aventuras. Ao observarmos bem, pudemos identificar as diferentes riquezas que o nosso país tinha na época, como o ouro do Brasil e diferentes madeiras exóticas. Nesta biblioteca, que conta com mais de 200.000 livros, estão presentes influências asiáticas ao nível da decoração.
A porta principal cria um isolamento sentido com o exterior, pois a biblioteca é um espaço de estudo e de extrema concentração que não deve ser perturbada com as distrações que vêm da rua.
Se olharmos em volta, reparamos na imensidão de mobiliário em madeira que cria isolamento de forma a proteger os livros da humidade.
Chegado o final do dia, a luz natural que ilumina a biblioteca desaparece e, para não ocorrerem acidentes com as velas, os alunos são obrigados a sair, podendo apenas os professores ali permanecer.
Outra técnica para proteger os tão preciosos livros, neste caso contra pragas de insetos, são os morcegos. Durante a noite, pelas prateleiras altíssimas da biblioteca, esvoaçam morcegos, com a missão de preservar tão importantes fontes de conhecimento.
Algo curioso sobre a Universidade é que esta tinha uma prisão académica, onde eram presos alunos e professores por desrespeitarem as regras, como roubar ou estragar um livro da biblioteca, desrespeitar um professor e até mesmo chegar atrasado!
Havia celas conjuntas e solitárias e era também para lá que iam alunos que tivessem ideias diferentes ou que quisessem mudar o mundo.
Para além da Capela, onde se realizavam cerimónias religiosas, e a famosa via latina onde, naquela época, só se falava o Latim, é importante relembrar a torre da universidade que marcava os horários que apenas eram cumpridos 15 minutos depois, devido ao famoso e persistente “quarto de hora académico”.
A Sala dos Capelos é a sala mais importante da universidade pois é lá que se apresentam as teses de doutoramento, que podem ter mais de 500 páginas!
A Universidade de Coimbra, no seu conjunto, tem imensas aventuras por viver, cantos e recantos por descobrir e curiosidades para matar.
Esta foi uma viagem enriquecedora que nos permitiu abrir horizontes e sonhar um pouco mais alto no que diz respeito aos nossos objetivos futuros.  

Mafalda Infante 10º F


Comunicar hoje


No início do século XXI, as pessoas ainda comunicam, mas a comunicação é feita de maneira diferente. No tempo dos índios, faziam-se sinais de fumo. No tempo dos meus avós, não havia telemóveis, nem televisão, nem redes sociais. Saía-se à rua e dizia-se “Bom dia “, falava-se com o vizinho e sabiam-se todas as notícias. Escrevia-se uma carta e passado um mês ou um ano, tinha-se a resposta. As pessoas sentavam-se no café e conviviam. Agora tem-se tudo e não se fala nada. O hábito de escrever ainda continua na moda, como se diz, mas e as palavras? Será que se vai chegar ao ponto em que não conhecemos a voz uns dos outros?


                                                                                                                                  
                                                                                                               Catarina Gomes 9ºA

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

As muralhas de Elsinore

    Aquando da passagem pela nossa escola do elenco da peça de Hugo Barreiros “As Muralhas de Elsinore”, que foi levada à cena no dia 26 de outubro, no CAE, o Clube de Jornalismo entrevistou os promissores atores Rodrigo Trindade, Cláudia Barbosa, Marco Mendonça, que explicaram a sua paixão pela arte de representar e incentivaram os alunos presentes a seguir os seus sonhos.
Aqui ficam alguns registos desse momento.
Sinal: Quando começou a sentir interesse pela área do teatro?
Rodrigo: “Quando estava no meu 3º, 4º ano, fiz uma peça muito pequena para a escola. Depois fiquei muito tempo sem representar até chegar ao 9º, altura em que tive que pensar no que ia seguir. Lembrei-me dessa peça que tinha feito e decidi integrar um grupo de teatro amador.”
Cláudia: “Desde miúda que fazia aquelas “palhaçadas” para a família. Depois fui começando a perceber que, quando tinha expressão dramática, era o que gostava mais. Estive um ano em Artes e depois tirei um curso de teatro de duas semanas. Aquilo foi tão forte que concorri a uma escola de teatro.”
 Marco: “Desde 1979, ainda não era nascido! (risos) Concluí o 12º ano em Artes Visuais e cheguei a casa, olhei-me no espelho e perguntei: O que vou fazer? Candidatei-me à Escola Superior de Teatro e Cinema. É uma universidade e é preciso fazer provas de ingresso. Entrei, passei nas provas. Surpreendi-me a mim mesmo e entretanto conheci o Rodrigo. Comecei a fazer teatro em 2013, sou um novato nesta área. Estou a gostar bastante.”

Sinal: Dos papéis que já representou, houve algum mais marcante? Quer explicar porquê?
Rodrigo: “Fiz a personagem Hamlet na escola de teatro que me marcou muito. No Hamlet tive um blackout e desmaiei… As personagens marcam-nos muito.”
Cláudia: “Quando acabei a escola de teatro, na PAP (Prova de Aptidão Profissional), fiz a personagem de uma ex-prostituta. Estava um hospício, rodeada de grades e as pessoas que eram rejeitadas iam todas para lá. Eu era cantora, fazia parte do grupo dos 4 cantores. Agarrei-me muito aquela personagem. A peça tinha muito a ver com aquilo que estamos a viver hoje, vemos as coisas a acontecer e não fazemos nada.”
Marco: “A personagem que mais me marcou é… esta em que estou a trabalhar agora, o Francisco. Nunca me imaginaria capaz de a fazer, pelo menos tão cedo. Identifico-me bastante com ela, é uma personagem “ser ou não ser”. Na minha vida, já me identifiquei com a solidão.”

Sinal: O que considera mais apaixonante na profissão de ator? E o mais problemático?
Rodrigo: “O mais apaixonante é… tudo. Gosto do nervosismo, do aperto no coração antes de entrar em palco. Estamos sempre nervosos e gostamos disso. O mais problemático é o medo de errar, de falhar, de ter críticas negativas no final da peça. O problemático a sério nesta profissão é estar a gravar, a fazer a peça e no fim ficarmos sem trabalho. A questão monetária, o estar sem trabalho, é o mais problemático para um ator. Nesta área, há o medo de ser esquecido.”
Cláudia: “Concordo com o Rodrigo.”
Marco: “O bom do teatro é fazer teatro. O teatro não se faz sem fazer. O nervosismo é maravilhoso, compensa bastante chegar ao fim e reconhecer que fizemos um bom trabalho. O pior é mesmo a instabilidade da nossa profissão. O nervosismo do palco é ampliado para o nervosismo de não ter trabalho.”

Sinal: Quais são as características mais importantes que um ator deve possuir?
Rodrigo: “O ator tem de ter uma coisa essencial, a sensibilidade. É preciso ter uma boa voz, aprender a colocá-la. Também é necessário ter muita flexibilidade, aprendermos a moldar o nosso corpo a todas as personagens, novas, velhas… Um ator também tem de ter técnica. Por exemplo, para chorar, cada um tem a sua técnica. Há ainda a técnica de andar em palco. E é preciso línguas, sobretudo o inglês.
Cláudia: ”Vocês podem ser os melhores atores do mundo,  mas se não tiverem uma coisa que se chama humildade, esqueçam!”

Sinal: Quais as principais diferenças entre o teatro e a televisão?
Rodrigo: “No teatro tens de projetar a voz e a nível corporal tens de ser mais expansivo. Na televisão é mais natural, decoras texto todos os dias. Há menos carga emocional na televisão. Nas novelas, não gravamos pela sequência. Podemos começar por gravar episódios do meio ou do fim e só depois cenas do início.”
Cláudia: ”Na televisão há cortes. Teatro e televisão são coisas tão diferentes que não consigo dizer quais as diferenças.”
Sinal: Indique as razões pelas quais não devemos perder, de modo algum, a peça “Muralhas de Elsinore”?
Rodrigo: “É baseada no Hamlet, é muito divertida. Vão pensar, rir e até, talvez, chorar.
Cláudia: “As emoções que queremos transmitir são muitas. O importante é pensarem. A peça tem uma mensagem muito forte.”

Sinal: Quer deixar uma mensagem para os leitores do Sinal?
Rodrigo: ”Ambição com humildade.”
Cláudia: “Hoje estamos aqui, e amanhã quem sabe?”
Marco: ” Vamos tentar dar sem nos lembrarmos e receber sem nunca nos esquecermos.”

Boas vindas a...

 O Sinal dá as boas vindas e revela um pouco mais sobre eles.

Nome: Graça Alves
Disciplina: Português
Naturalidade: Coimbra
Viagem de sonho: países da América Latina
Um passatempo: ler
Não suporto: falsidade
Adoro: gatos
Não vivo sem: amigos, família, amor
Tenho medo de: ficar gravemente doente 
Se não fosse professor seria: atriz
Se fosse um animal seria: um gato
Maior loucura: passar a pé um túnel de comboio 
Para uma ilha deserta apenas levava: um livro
O melhor que me aconteceu: ser mãe 
Uma situação embaraçosa: bater na porta errada
Algo que a marcou: morte do pai aos 18 anos  
Estilo de música: jazz, blues, portuguesa de intervenção
O melhor da escola: os alunos

Nome: Sara Neves
Disciplina: Português e Francês
Naturalidade: Penacova
Viagem de sonho: França
Um passatempo: leitura
Não suporto: a falta de tempo para terminar tudo o que há a fazer
Adoro: os meus filhos
Não vivo sem: o ensino
Tenho medo de:  a minha situação económica piorar ainda mais
Se não fosse professora seria: alguém não realizado. Outra profissão estaria ligada à solidariedade
Maior loucura: não sou dada a excessos, mas talvez ir dar aulas com os filhos doentes
Para uma ilha deserta apenas levava: a família (se os convencesse a ir)
O melhor que me aconteceu: os meus filhos
Uma situação embaraçosa: "aterrar" em plena aula no meio do chão
Algo que a marcou: a desvalorização do ensino nos últimos tempos
Estilo de música: toda a que implique melodia e ritmo. Destesto música "barulhenta"
O melhor da escola:  a relação com os alunos e com os colegas

Ana Cristina Silva
Duarte Silva
Jéssica Henriques