| Na passada segunda-feira, dia 11 de novembro, festejou-se, em vários países católicos, o dia de São Martinho, cuja lenda aqui se relembra: Num dia frio e tempestuoso de outono, um soldado romano, de nome Martinho, percorria o seu caminho a cavalo, quando deparou com um mendigo cheio de fome e frio. O soldado, conhecido pela sua generosidade, tirou de imediato a sua capa e com a espada cortou-a ao meio, cobrindo o mendigo com uma das partes. Mais à frente, encontrou outro pobre homem cheio de frio e ofereceu-lhe a outra metade. Já sem capa, Martinho continuou a sua viagem ao frio e ao vento quando, de repente, como por milagre, o céu se abriu, afastando a tempestade. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se por cerca de três dias. Desde essa altura, todos os anos, por volta do dia 11 de novembro, surgem esses dias de calor, aos quais se chama "verão de S. Martinho". |
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
A lenda de São Martinho.
Richard Towers ou o livro-objeto
Na passada segunda-feira, dia 11 de novembro,
decorreu no Auditório Dr. Joaquim de Carvalho, uma sessão dinamizada por Richard
Towers, pseudónimo de Martinho Torres.
Este escritor, que se apresenta
simultaneamente como editor, artista e criador, é o mentor da Neoma Produções, uma
editora pioneira responsável por um conceito inovador no mundo da edição: o
livro-objeto. A sessão, que teve a duração de cerca de uma hora e trinta, contou
interlúdios musicais, interpretados pelo autor, e com a leitura de excertos das
suas obras, realizadas por alguns dos alunos presentes.
Este conceito de livro-objeto (um relógio, um espelho e um tabuleiro de xadrez), que podemos abrir e ler, cativou os presentes pela sua originalidade.
Este conceito de livro-objeto (um relógio, um espelho e um tabuleiro de xadrez), que podemos abrir e ler, cativou os presentes pela sua originalidade.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
À conversa com a professora Marta Pena
Data
de nascimento: 12/10/1967
Formação:
Professora de Português, Latim e Grego
Números
de anos de ensino: 23
Livro
preferido:
-
para o meu lado romântico: Um amor Feliz
de David Mourão Ferreira;
-
para o meu lado crítico, Os Maias de
Eça de Queirós,;
-
para o meu lado figueirense, Sinais de
Fogo de Jorge De Sena (todos os figueirenses deviam ler!)
Filme
preferido: há vários: Casablanca,
Os Reis do Mambo, O Encantador de Cavalos
Música
preferida: músicas de sempre, She de Elvis Costello e Me
and Mrs Jones por Michael Bublé e,
atualmente, É isso aí por Ana
Carolina & Seu Jorge
Passatempos:
leitura, cinema, música, bicicleta, natação e jardinagem
Sonho
de vida: ter disponibilidade para viajar
Há
quantos anos lecciona nesta escola?
19
Ser
professora era um sonho de infância? Porquê?
Não,
porque não pensava nisso. Em miúda, pensava em ser vendedora numa loja de
tecidos, depois, mais tarde, quis ser advogada e, no final, o meu pai disse-me
para ganhar juízo e ser professora.
Como
se está a sentir na qualidade de novo membro do órgão de gestão da escola?
Estou
a aprender, mas com muita vontade de contribuir para uma escola cada vez
melhor.
Pode
descrever-nos sucintamente quais são as suas novas tarefas?
Além
do atendimento geral a professores e alunos, estive já envolvida na celebração
do Dia do Diploma, o que me deu muito gosto. No presente, estou empenhada na
reformulação do Projeto Educativo, que está em discussão pública e que espero
que seja participado por todos. Além disso, tenho especial apreço pela
agilização de procedimentos dentro da escola, ou seja, pela simplificação das
tarefas por via informática. Outra área que me diz muito é a da avaliação, e,
em concreto, a da autoavaliação da instituição.
Sente
muita diferença entre o que fazia antes e o que faz agora?
Sim,
há uma grande diferença. Foi muito difícil deixar as turmas com quem tenho
trabalhado. Gosto muito de dar aulas, tanto aos mais novos como aos mais velhos
e, embora mantenha duas turmas do 12º ano, tenho saudades dos mais pequeninos
(que são maiores que eu!), nomeadamente dos “meus meninos e meninas” dos atuais
9ºA e 9ºB (eram muito especiais!). Contudo, gosto muito destas novas atividades.
Pensar na escola e tentar intervir nela é aliciante e viciante.
A
sua rotina diária mudou. Sente saudades? Porquê?
Sinto saudades das pessoas, não da rotina. Mas
também. A grande diferença é que o meu trabalho se desenvolve mais no espaço
escola. O que não significa que dantes trabalhasse menos!
Enquanto
uma das pessoas principais dinamizadoras do Clube de Jornalismo da escola, o
que pensa das actividades extracurriculares na formação de alunos?
Acho que são uma parte fundamental da formação dos
alunos, e gostava que houvesse uma oferta ainda mais diversificada,
nomeadamente, o teatro. Quando ao Clube de Jornalismo considero que é um espaço
de grande relevância para os alunos.
Como
definiria o espaço do Clube de Jornalismo?
O Clube do Jornalismo é proximidade entre os
professores e alunos, é ver o real com mais atenção, é treinar a escrita,
treinar a informática, treinar a interação com os outros.
Quer
deixar uma mensagem ao Sinal?
Sim. A todos os jornalistas e leitores do Sinal desejo que continuem a olhar para
o que vos envolve com espírito crítico, mas também com vontade de intervir no
mundo para a tornar melhor.
Ana Amaro 9ºA
Catarina Gomes 9ºA
Catarina Pena 8ºC
Joana Silva 8ºC
João Lima 9ºA
Vera Caldeira 7ºA
Halloween na nossa escola!
Apesar de não ser uma tradição portuguesa, a festa de Halloween tem vindo a ganhar adeptos no nosso país. Este ano, como vem sendo hábito, a nossa funcionária Elisabete Abreu Silva voltou a brindar-nos com uma exposição "aterradora" que ocupou o átrio da nossa escola.
Aqui ficam algumas imagens:
Aqui ficam algumas imagens:
Joana Silva 8ºC
Cristina Silva 8ºC
Guilherme Marques 8ºC
Jéssica Henriques 8ºC
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
À Conversa com a professora Odete Albergaria
Quando era pequena, queria ser professora?
Possivelmente como vocês agora, quando era pequena, não pensava muito no que queria ser quando fosse grande. Na verdade, ficava até um pouco nervosa sempre que os professores abordavam essa questão. E ficava ainda mais nervosa quando diziam que eu e os meus colegas, jovens de então, seriamos os responsáveis pelas decisões a tomar pela comunidade e pelo país, no futuro.
Durante quantos anos foi professora?
39 anos. 21 destes 39 anos foram passados na escola Joaquim de Carvalho, onde muito gostei de trabalhar.
Que escolas a marcaram mais, porquê?
Todas as escolas me marcaram, de uma maneira ou de outra. Apesar de tudo, ensinei em poucas escolas, apenas 6, para uma carreira relativamente longa. No entanto, todas elas me colocaram desafios, a que procurei responder com verdade e empenho. Talvez duas delas, a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes de Macau e a Escola Joaquim de Carvalho, tenham sido as duas que mais me marcaram. A primeira pelas diferenças culturais e a segunda porque foi aquela onde ensinei mais tempo e onde tive a oportunidade de desempenhar funções muito diferentes.
Do que gostava mais na profissão de professora?
Do desafio de ensinar novos alunos, tão diferentes entre si, do contato diário com a comunidade escolar e educativa.
E do que gostava menos?
De quando tinha de me levantar cedo de manhã, especialmente à 2ª feira. Tinha sempre medo de adormecer e perder as aulas.
Se não tivesse tido esta profissão, que outra teria escolhido?
Hoje, estou convencida de que qualquer profissão é boa. O importante é entender o nosso papel aqui e no mundo de hoje e assumir uma atitude proactiva na prossecução de objetivos comuns.
Quantos anos esteve ligada à direção da nossa escola?
15 anos.
O que recorda desses anos?
Coisas muito positivas. O trabalho em equipa com
pessoas muito empenhadas, em clima estimulante de amizade e solidariedade. O
debate de ideias. o desafio da construção de documentos da escola -
regulamento interno, projeto educativo, projeto curricular, contratos de
autonomia, planos de atividades, plano de melhoria, entre muitos outros. A
mobilização da comunidade escolar na procura de soluções. As nossas
realizações, as Jornadas Culturais. Os sorrisos dos nossos alunos, que
entram quase crianças e saem jovens preparados para enfrentar os desafios
da vida.
Houve alguma situação marcante na
sua carreira?
Houve várias e todas deixaram marcas, umas
conscientes outras nem tanto. A que mais me marcou pela diferença foi a
decorrente dos 6 anos que passei na China, mais propriamente em Macau,
onde ensinei Língua e Cultura Portuguesa, numa escola de língua veicular
chinesa. Imersa numa cultura muito diferente, a adaptação não foi nada fácil,
especialmente nos primeiros três meses. Apesar disso, os efeitos e o fascínio
dessa experiência perduram até hoje.
Qual é o seu ídolo?
Não tenho ídolos no sentido que,
comummente, se dá a esta palavra. Admiro algumas pessoas pela sua
capacidade de espalhar o bem sem olhar a quem, de trabalhar com empenho para o
bem de todos, sem procurar a fama e o reconhecimento. Algumas são famosas
mas outras nem por isso - são pessoas comuns com as quais convivemos no dia a
dia.
Tem algum lema de vida? Qual?
Sim, acredito na essência do ser humano e na sua
capacidade de fazer o bem.
Acredito no sucesso baseado no trabalho,
disciplina, exigência e rigor.
Quer deixar alguma mensagem para o
Sinal?
Continuem, interpretem o sentido e a vontade da
comunidade e disso deem testemunho através do nosso jornal.
Ana Cristina Silva
Duarte Silva
Guilherme Marques
Jéssica Henriques
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